Fernanda Xerez

O amor é de essência divina, portanto, sagrado!

Textos


ETERNIDADE QUE HABITA EM NÓS

 

Nas colinas sombrias, erguia-se o castelo,

suas torres cortando o céu como lâminas de sombra,

cada pedra guardava memórias de eras esquecidas,

cada arco, um sussurro antigo que ecoavam pelo vento.

 

As janelas, estreitas revelavam fragmentos de luar,

e nas salas silenciosas, tapeçarias gastas, contavam

histórias de reis fantasmas e amores perdidos,

respirando lentamente, em compasso,

com o coração de quem ousasse entrar.

 

O vento serpenteava pelos salões vazios

trazia aromas de madeira molhada e velas apagadas,

e o som distante de passos que nunca existiram,

mas era como se o castelo tivesse vida própria.

 

No jardim enegrecido, rosas negras floresciam,

espinhos como lâminas retorciam-se em silêncio,

e sombras alongadas dançavam com a neblina,

misturava passado e presente na curva do caminho.

 

Criptas subterrâneas murmuravam nomes esquecidos,

e cada lamento parecia contar a história do mundo,

um cântico triste, profundo, belo e inevitável,

que atravessava o tempo, tocava a alma,

e deixava em todos a sensação de eternidade.

 

Nos salões centrais, candelabros pendiam do teto,

e a luz fraca que refletia nas paredes de pedra,

desenhava vultos que pareciam vivos,

ecoando risos e lágrimas em harmonia sombria.

 

O castelo não era apenas pedra e sombra,

era memória, desejo e melancolia entrelaçados,

era abrigo para fantasmas que perambulavam.

e para os corações que ousavam sentir,

era poema vivo de beleza sombria e infinita.

 

E quando a noite se aproximava,

uma lua escarlate surgia sobre as torres,

banhando tudo em tons de sangue e prata,

como se lembrasse ao mundo

que até na escuridão mais profunda

há poesia, há mistério, há vida pulsando.

 

E, que cada alma perdida, cada sombra esquecida,

faz parte da eternidade que habita em nós!...

 

Fernanda Xerez
Enviado por Fernanda Xerez em 07/11/2025
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