Fernanda Xerez

O amor é de essência divina, portanto, sagrado!

Textos


MENSAGEM DE NATAL

 

Hoje eu abro a escrivaninha

suspensa desde o dia 28 de novembro,

onde repousam palavras em silêncio,

pensamentos guardados,

versos que esperaram o tempo certo para nascer.

 

O Natal chega desse jeito.

Sem pedir licença, sem fazer alarde.

Ele chega como quem acende uma luz pequena

num canto esquecido do coração.

 

Este foi um ano de pausas necessárias,

de silêncios que ensinaram, 

de ausências que moldaram.

Nem tudo floresceu —

mas tudo deixou marcas,

e toda marca conta uma história.

 

Reabrir esta escrivaninha

é também reabrir a fé nas palavras,

no tempo que respeita,

no recomeço que não precisa ser grandioso

para ser verdadeiro.

 

O Natal não cobra resultados.

Não exige sorrisos prontos.

Ele apenas senta ao nosso lado e nos lembra

que continuar já é um ato de coragem.

 

Que ele nos encontre humanos.

Com falhas, sim —

mas com ternura.

Com sonhos interrompidos,

mas ainda vivos.

Com cicatrizes,

mas também com esperança.

 

Se houver dor, que ela encontre acolhimento.

Se houver saudade, que ela venha com afeto.

Se houver silêncio, que ele seja descanso.

E se houver palavras, que elas sejam abrigo.

 

Hoje, esta escrivaninha volta a respirar.

E com ela, a poesia.

Aquela que não grita, mas permanece.

Aquela que não corre, mas chega.

 

Sejam bem-vindos novamente,

meus colegas de letras, 

poetas de alma inquieta,

de versos sentidos e olhares profundos.

Sintam-se à vontade para adentrar

nas entrelinhas de palavras suspensas,

percorrer pensamentos soltos,

neste espaço onde a palavra é casa.

 

Desejo a todos um Feliz Natal,

com luz suficiente para aquecer,

fé bastante para sustentar

- e poesia para seguir!

Fernanda Xerez
Enviado por Fernanda Xerez em 22/12/2025
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