

![]() ENTÃO ESCREVO
Quando a palavra some, fico em mim como quem perde a chave de casa. O pensamento bate sem fim nas portas que o medo não arrasa.
A folha branca observa atenta o drama mínimo de existir. Ela sabe: nenhuma ideia aguenta ficar pra sempre sem emergir.
Então escrevo — não por saber, mas por não caber no que calo. Pensar é um gesto de urgência.
O verso vem para esclarecer, e a rima se revela no intervalo entre a dor e a sobrevivência. Fernanda Xerez
Enviado por Fernanda Xerez em 27/12/2025
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