

![]() RELÓGIOS DE AREIA
O tempo escorre lento entre os dedos, Numa ampulheta de silêncio e pó. A vida vai desfiando seus segredos, E a gente aprende a caminhar a sós.
O que era pressa agora é calmaria, As horas perdem o peso do metal. A tarde deita, mansa e quase fria, No colo de um outono atemporal.
Não busco mais as chaves do destino, Nem tento segurar o vendaval, Que o vento sopra e muda o caminho.
Sou barco que aceita o seu desatino, Navego entre o real e o ideal, Bebendo a paz de cada copo de vinho! Fernanda Xerez
Enviado por Fernanda Xerez em 31/01/2026
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