

![]() EM MAR DE TEMPESTADE
A dança da memória não tem fim, Nos passos que o destino desenhou. Cultivo cada verso no jardim, Que a própria vida em mim depositou.
O que era espinho agora é um jasmim, Pois o outono enfim se completou. A dança da memória não tem fim, Nos passos que o destino desenhou.
Se o tempo é um senhor de olhar ruim, A poesia o mastro levantou. Sou capitã do que restou de mim, Em mar de tempestade a alma atravessou: A dança da memória não tem fim! Fernanda Xerez
Enviado por Fernanda Xerez em 12/03/2026
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