

![]() O ECO DAS PALAVRAS
Trabalho o verbo como quem lapida, a pedra bruta em busca do diamante Faço da rima a luz de um navegante, na noite escura e densa desta vida.
A frase escrita, enfim, é a saída, para o silêncio que se faz gritante, O eco das palavras, voz de tempo distante, na alma humana, sempre tão ferida.
Pois ser poeta é mais que ter a pena, é ter o peito aberto ao desatino, para transformar a dor em coisa amena.
No fim da estrada, resta o meu destino: deixar na folha a marca da pequena, a centelha pura de um poder divino! Fernanda Xerez
Enviado por Fernanda Xerez em 23/03/2026
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