

![]() O SANTUÁRIO DA POETISA
"A escrivaninha dela não é apenas um móvel de madeira; é um cais sagrado de onde partem os navios do pensamento e onde as tempestades da alma encontram abrigo.
Sobre o tampo onde repousam suas coisas especiais, o tempo parece curvar-se em respeito, desacelerando o passo para que cada palavra encontre o seu lugar exato.
Ali, entre o repouso de uma caneta e o eco de um suspiro, o que era comum transmuta-se em sagrado. A Poetisa não se limita a organizar papéis ou alinhar parágrafos; ela acolhe o pulsar do coração e as batidas da sua própria sensibilidade, transformando o peso denso da tinta na leveza absoluta do voo.
Sua escrivaninha é o ponto exato onde o invisível finalmente ganha um nome e onde a alma, cansada do barulho do mundo, encontra o seu mais doce lugar de repouso e criação.
´´É o seu universo particular, onde o silêncio é a música mais bonita que se pode ouvir´´. Fernanda Xerez
Enviado por Fernanda Xerez em 01/04/2026
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