

![]() ALQUIMISTA DA ESCRIVANINHA
Ser poeta é o ofício do barro e do sopro. É ser o criador que mergulha no abismo do sentir para resgatar a emoção bruta, moldando-a com as mãos do espírito até que o sentimento ganhe nome e o silêncio se transforme em verso. É a urgência da expressão, onde a alma fala antes da regra.
Mas há uma magia silenciosa que acontece depois do parto do poema: o despertar do Esteta.
O esteta é o Cuidador da Luz, o cultivador que não aceita o verso sem o seu brilho. É quem olha para a palavra e enxerga sua "roupagem", buscando a harmonia que acaricia o olhar do leitor. Ser esteta é ter a percepção apurada para a beleza visual, garantindo que a organização seja impecável e a elegância, soberana.
Na curadoria dos dias, o criador dá a vida; o esteta dá o esplendor. E quando ambos se abraçam na mesma escrivaninha, a poesia deixa de ser apenas lida para ser sentida como uma obra de arte completa, onde a harmonia é o destino final de cada letra.
´´DUALIDADE´´
O poeta cria a vida, O esteta molda o clarão, No verso a alma reside, Na forma, a perfeição.
Mãos que sentem, Olhos que veem! Fernanda Xerez
Enviado por Fernanda Xerez em 03/04/2026
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