

![]() AS HORAS GIRAM
O tique-taque devora o segundo, Num ritmo cego que não tem perdão. As horas giram em volta do chão, No centro exato de um peito profundo.
Nada escapa ao ponteiro do mundo, Que fia a seda de cada ilusão. O tique-taque devora o segundo, Num ritmo cego que não tem perdão.
Mesmo o silêncio parece rotundo, Batendo forte no meu coração. O tempo é um rio, uma estranha canção, Que corre livre e se perde num fundo. O tique-taque devora o segundo! Fernanda Xerez
Enviado por Fernanda Xerez em 04/06/2026
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. |