

![]() NO SILÊNCIO DA ALMA
Melhor guardar no peito o que nos fere, Do que entregar ao vento o desatino. Pois quem a própria mágoa profere, Sempre compreenderá o seu destino.
O mundo exige o som, mas o divino, No silêncio da alma se prolifera. É no calar que o verso traz o ensino, Daquilo que a palavra não espera.
As dores mais amargas, as mais raras, Não pedem palcos nem as luzes claras, Vivem sob o luar, sendo tão discretas...
Pois quem embala o fel de uma agonia, Conhece a fonte da mais bela poesia: E só quem padece entende os poetas! Fernanda Xerez
Enviado por Fernanda Xerez em 16/06/2026
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