

![]() A PENA E O TINTEIRO
Mergulho a pena no metal do pranto, Buscando a rima que acalma a dor, Tecendo o verso sob o negro manto, Da solidão que busca o seu valor.
Há no papel um místico encanto, Que transforma o silêncio em clamor, Pois a palavra é o meu acalanto, Onde o poeta despe o seu amor.
Escrever é sangrar em cada linha, A verdade que a alma guarda sozinha, Sem medo do julgamento ou do açoite.
A página branca, outrora vizinha, Torna-se a estrada onde a voz caminha, Guiando o pensamento pela noite. Fernanda Xerez
Enviado por Fernanda Xerez em 06/07/2026
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