

![]() Carta.024 À CIDADE NOTURNA
É quando o sol se esconde no horizonte que a tua verdadeira e mais profunda voz se faz ouvir. Sob o véu veludoso da noite, o burburinho apressado do dia finalmente adormece, dando lugar aos delicados sussurros que ecoam pelas ruas desertas. Os faróis dos carros cruzam o asfalto úmido como pequenos cometas efêmeros, e as sombras desenham segredos nos muros antigos. A penumbra tem esse poder mágico: ela desmascara as aparências e dá coragem para que os sentimentos mais guardados finalmente se revelem.
Oh! Cidade do Lume e das Sombras, tu te transformas quando a escuridão abraça os teus edifícios e praças. A noite não te apaga; pelo contrário, revela uma beleza singular e cheia de mistérios que só ganham vida sob o teu luar prateado. É como se cada lâmpada de poste guardasse uma prece e cada vento soprasse uma confissão.
És o cenário perfeito para a solitude do poeta — aquele silêncio fértil onde o pensamento caminha sem pressa. Em cada esquina dobrada, em cada janela entreaberta com a luz acesa, guarda-se uma história não dita, um amor suspenso ou uma saudade à espera de virar estrofe.
Saudações Alencarinas! Poetisa Fernanda Xerez... Fernanda Xerez
Enviado por Fernanda Xerez em 19/08/2026
Alterado em 19/08/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. |