

![]() MOTE Eu não quero ter a terrível limitação , de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não... - quero é uma verdade inventada.
Preto: Fernanda Xerez Cinza: Clarice Lispector
REALIDADE INVENTADA
Navego a noite sem porto, no mar sagrado do vento, busco o mistério por dentro, pois no tempo algo é morto. O pensamento torto é a minha salvação, rejeito a conformação do contorno bem medido; se a alma clama um sentido, Eu não quero ter a terrível limitação,
Pois quem se prende ao real perde a magia do instante, vira fumaça distante, foge do fluxo vital. A vida é fogo e sinal, mistério inalcançável, um voo imprevisível. A regra fria me cansa, triste do ser que descansa de quem vive apenas do que é passível
Da lógica que acomoda, da paz que mata a essência, da mera sobrevivência que ao conformismo nos roda. O mundo segue sua moda, mas eu prefiro o clarão da mais pura intuição, que rasga a carne do peito. Da coerência sem feito, de fazer sentido. Eu não...
Prefiro a chama sagrada, o risco de ir mais além, sem dever nada a ninguém, pela vertigem guiada. A mente fica espantada, mas o espírito quer mais, romper os velhos grilhões, criar minhas ilusões, ultrapassar os sinais: - quero é uma verdade inventada. Fernanda Xerez e a Poetisa Clarice Lispector
Enviado por Fernanda Xerez em 08/09/2026
Alterado em 08/09/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. |