

![]() O PALCO DA EXISTÊNCIA
Não mais o passo incerto sobre a lama, Nem o fardo que curva o dorso ao meio; A vida, em seu sutil e doce anseio, Pela agilidade do ser agora chama
É o movimento puro que se inflama, Sem o receio vil, sem o bloqueio. Onde o cansaço vira apenas meio, De ver a graça que o destino trama.
Todo corpo dançarino sabe sobretudo, Pois a linguagem que o músculo desenha, É a prova de que o poeta observa mudo.
E na coreografia, o sagrado se empenha, Para que o rastro deixado, antes de tudo, Seja a luz que na sombra sua graça mantenha... Fernanda Xerez
Enviado por Fernanda Xerez em 22/10/2026
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